Findou a tinta da caneta
Ela que ia a desenhar
pessoas azuis, um sol azul e
grama azul, só desenhou
exageros e ilusões
Agora não mais, a caneta secou
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Tatuagem é alma vazando pra fora
Transbordando em corações,
anjos, demônios e dragões
Algumas almas dizem tudo num rabisco
Outras nasceram mudas
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Eu sou um Salvador Dali
Pintado em noite de bebedeira
Torto como o verso analfabeto
Igual ao porre que todo mundo finge não ser
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O eixo da minha vida é monumental
Cabelo preto, olhos grandes
e não se engane, curvas perigosas
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Meu coração é um atentado terrorista
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Troco o andar por quatro rodas
o tum do peito pelo tac do relógio
e o orgasmo no apito da fábrica
Esqueço a humanidade na mesa de trabalho
E a vida me esquece, para sempre
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Meu ouvido não é eclético
É pansexual
Se prostitui fácil
com rock, samba e pop
Só exige em troca
moeda que nada compra
Prazer, prazer e prazer
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domingo, 19 de setembro de 2010
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