domingo, 19 de setembro de 2010

Versos de mim

Findou a tinta da caneta
Ela que ia a desenhar
pessoas azuis, um sol azul e
grama azul, só desenhou
exageros e ilusões
Agora não mais, a caneta secou

-----

Tatuagem é alma vazando pra fora
Transbordando em corações,
anjos, demônios e dragões
Algumas almas dizem tudo num rabisco
Outras nasceram mudas

------

Eu sou um Salvador Dali
Pintado em noite de bebedeira
Torto como o verso analfabeto
Igual ao porre que todo mundo finge não ser

------

O eixo da minha vida é monumental
Cabelo preto, olhos grandes
e não se engane, curvas perigosas

------

Meu coração é um atentado terrorista

-----

Troco o andar por quatro rodas
o tum do peito pelo tac do relógio
e o orgasmo no apito da fábrica
Esqueço a humanidade na mesa de trabalho
E a vida me esquece, para sempre


------

Meu ouvido não é eclético
É pansexual
Se prostitui fácil
com rock, samba e pop
Só exige em troca
moeda que nada compra
Prazer, prazer e prazer

------