Amo você é a melhor coisa que inventaram para explicar minha vontade de você sem sobrar nenhuma palavra ou faltar qualquer sentimento. Simples assim
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Amor
Muita gente escreve sobre amor. A maioria com autoridade intoxicante, como se de cada pedacinho dele tivesse provado, só para mais na frente descobrir um amargar diferente, um doce que não se conhecia e voltar a escrever sobre o amor. Falar de amor é coisa sem controle porque amor dói com analgesico, sara sem remédio, desobedece na cara de pau, sem vergonha nem ressentimento. Não gosto de definir nem dar conceitos, mas intoxicante é uma palavra gostosa o suficiente para explicar o amor. Ao menos para explicar o apaixonado. Nesses casos de amor, porém, o melhor é não explicar nada.
Nunca vou te explicar porque te amo. Mas se você insistir, posso listar todos os seus defeitos e no final dizer "te amo". Meu lado brega trincou, não sei justificar. Te amo porque o seu olhar enche meu dia de luz... Não, descritivo demais. Que tal um eu te amo porque você me faz ver o dia mais colorido ou qualquer outra coisa... Também não. Amor é aquilo que acontece quando você chega perto de mim. Sabe aquilo? É igual um susto. O coração acelera e depois quase para. O ofato aguça. Tipo revelação de comédia romântica. Sei lá, hoje não está dando certo falar de amor. Amanhã tento mais.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Amizade
Esses dias tenho pensado muito sobre amizade e descobri que dos pouquíssimos amigos que tenho alguns carregam o título de amigo por hábito, talvez até por motivos que me fogem a compreensão. Testei minha solidão nos piores momentos ao extremo. Em um determinado período fui só para festas, bares, cinema e para toda sorte de lugares. Foi quando os pensamentos se tornaram os melhores companheiros. Cansei de brigar por amigos. Cansei de ser atencioso e companheiro. Cansei. Vou pra rua procurar amigos que queiram dividir algo. Vou pra rua para não ser apenas eu na maior parte do tempo.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Meu avô
Vivi mil vidas sem ter certeza de como. Pode parecer besteira, mas quando lembro daquele velho lembro de mim aos 5, aos 17, aos 30, aos 80. Ele me deu direito ao seu passado e ao meu futuro. No nascimento, herdei seu pé chato, os olhos pequenos, a mirabolância dos sonhos e talvez a vida que lhe enchia os pulmões. Na verdade, eu era ele sem ser. Por isso, ele não podia ser ao mesmo tempo que eu. Herdei também a cara, o tipo físico e ainda assim nem filho sou. Ele era apenas meu avô e isso dá uma saudade. Quando penso, tenho certeza que o laço sanguíneo era o mínimo que nos ligava, faz quase cinco anos que morreu e sinto que ele ainda vê o mundo pelos meus olhos. Definitivamente sou ele, assim como sou o avô do meu avô e o cara que há quase 500 anos atravessou o Atlântico com algum sonho maluco ou uma culpa mortal e um pedaço de papel na mão.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
esquisito
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Acho que sou taurino
Coisas que precisava te dizer
sábado, 1 de janeiro de 2011
meu sofrimento guardo pra mim
A saudade, diluo em doses
De mesa em mesa
de bar em bar
esvazio meu coração
em copos rasos
em corpos vazios
na solidão das mutidões
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Não me importa a rima
só minha falta de paciência para elas
Não me importa nada
Pelo menos hoje, nada importa
nem meu coração vazio
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